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Aneurisma cerebral

O aneurisma cerebral é uma dilatação focal ou segmentar da parede das artérias cerebrais resultante de uma fragilidade local, pela ausência de uma camada muscular. Quando são pequenos até 3 mm, podem passar despercebidos e raramente causam problemas, mas devem ser acompanhados, pois podem aumentar progressivamente de tamanho, podendo comprimir nervos intracranianos ou o tecido cerebral ao seu redor, os pacientes podem sentir forte cefaléia acima e atrás dos olhos, formigamento ou paralisia em um lado do rosto, dilatação de uma pupila e alterações visuais.

O fluxo de sangue exerce pressão sobre a parede da artéria, formando uma espécie de saco ou bolha. O fluxo anormal no interior desta bolha provoca ondas de pressão na parede previamente fragilizada, provocando ruptura com conseqüentemente hemorragia cerebral, causando a morte do paciente ou deixando seqüelas graves.

Dentre os acidentes vasculares cerebrais, o acidente vascular cerebral hemorrágico é o quadro mais gra¬ve. Neste quadro, as taxas de mortalidade alcançam até 50% em 30 dias e ocorrem em uma população mais jovem de pacientes. A hemorragia decorre da ruptura de um vaso em qualquer ponto da cavidade craniana. As hemorragias intracranianas são classificadas de acordo com a localização (extradural, sub¬dural, subaracnóidea, intracerebral, intraventricular), a natureza do vaso rompido (arterial, capilar, veno¬so) ou a causa (primaria ou espontânea, secundária ou provocada). Os dois principais subtipos de AVC hemorrágicos são as Hemorragias Intracerebrais e as Hemorragias Subaracnóides.

Tipos de aneurismas cerebrais:

Existem diferentes tipos de aneurismas e são classificados de acordo com seu formato, tamanho, localização e causa. O tipo mais comum é o chamado de sacular e classicamente é uma bolsa na parede da artéria.

A. Aneurisma sacular ou congênito: É o aneurisma mais freqüente e se origina a partir da fragili¬dade na parede arterial. A maioria se localiza na bifurcação das artérias cerebrais de tamanho médio. Este aneurisma é classificado quanto ao tamanho em pequeno (até 12mm), grande (12 a 24mm) e gigante (acima de 24mm).

B. Falso aneurisma ou pseudoaneurisma: É assim chamado porque contém paredes falsas, sur¬gindo quando ocorre ruptura arterial com formação de hematoma extravascular. Quando o hemato¬ma é absorvido, seu espaço é ocupado por sangue através da ruptura arterial, sendo protegido por uma pequena cápsula de tecido conjuntivo.

C. Micótico: É decorrente de um processo inflamatório da parede das artérias, gerado por êmbolo in¬feccioso à distância (a endocardite bacteriana é a fonte mais freqüente), provocando uma fragilida¬de vascular com a formação de um saco aneurismático fusiforme, que envolve toda a parede arterial, não havendo a presença de colo como se observa nos aneurismas saculares.

D. Fusiforme: Trata-se de dilatação sacular da própria artéria, não existindo colo bem definido. A lo¬calização mais freqüente é no segmento intracraniano da artéria vertebral.

E. Aterosclerótico: São dilatações arteriais provocadas por lesão e enfraquecimento do tecido conjuntivo das artérias, ocasionando extensas dilatações que podem provocar dissecções e rupturas destas paredes.

Aneurisma sacular Aneurisma Fusiforme Ruptura do Aneunisma

Como se desenvolve o aneurisma cerebral

A etiopatogenia e desenvolvimento

O aneurisma cerebral deve ser considerado como doença adquirida: Até pouco tempo, os aneurismas eram considerados congênitos e atualmente de degenerativos. Acredita-se que seja necessária a combinação de fatores estruturais e hemodinâmicos para a formação dos aneurismas. Assim se explica o fato dos aneurismas se desenvolverem ao longo da vida, sendo decorrentes de um "desgaste" por exposição à somatória destes fatores.

  • Stress hemodinâmico
  • Diminuição das fibras reticulares da camada elástica arterial
  • Fragilidade da parede arterial
  • Dilatação sacular progressiva

Fatores de risco ( O que pode causar uma Aneurisma Cerebral )

Dentre fatores ligados à ruptura destacam-se: hipertensão arterial (pressão alta), o hábito de fumar, o consumo de drogas e álcool, o stress, o uso de contraceptivos orais, localização, tamanho, o parto e os esforços físicos em geral (exercício, defecação, coito, tosse, etc.), HSA (hemorragia subaracnóidea) prévia, lobulação, colo, anterior múltiplos. Contudo, em cerca de 14 a 22 % dos sangramentos por aneurismas, não se identifica um fator determinado, enquanto que cerca de 30 % ocorrem durante o sono.

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